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1月2日

Rio de Janeiro continua lindo...

A Soraia, minha irmazinha, a Sylvie Jospin, minha amiga ausente nesses últimos tempos mais seu namorado e eu resolvemos ir juntos para o Rio. Às pressas fizemos as malas no dia 27 e fomos para a rodoviária Tietê. Chegando lá, compramos as passagens pra meia-noite e vinte do dia 28. Ar condicionado... horrível! Um horror! Quase viramos gelo e não fazíamos parte do elenco do filme "A era do gelo" hehe... Chegando lá, que rodoviária horrível, um horror: um cubículo. Todos grudando um no outro e o Marcelo que disse que estaria lá pra nos pegar não estava. Ligamos então, ele apareceu meia-hora depois ou um pouco mais.
Aproveitamos o dia indo pra padaria inicialmente tomar o café da manhã porque estávamos brancos de fome. Seguimos para Ipanema, Arpoador e logo depois Copacabana, não me lembro quanto tempo ficamos lá e nem direito o que fizemos, só sei que andamos horrores e estávamos desmontando de sono... Alcazar, acho que era esse o nome do lugar que paramos para comer petiscos (esses petiscos realmente causaram problemas, pelo menos na minha vida privada). Decidimos ir no Pão de Açúcar, na hora H desistimos, assistimos à Praia Vermelha que logo depois se transformou num belo local de repouso. Antes de despencarmos continuamos andando Urca afora quando chegamos no ponto de ônibus decididos a passar no Centro. Foi aí que conhecemos um ser incrível chamado Selarón, artista de uma escadaria maravilhosa na Lapa. Mostrou-nos seus quadros e ainda deu-nos de presente sua história. Já era tarde, mas parece que nesse momento tínhamos acordado, caso contrário rolaríamos fácil escadaria abaixo. Conhecemos também o Cristiano que estava conversando com o Selarón.
Novamente pegamos mais um Busão e seguimos pro Maracanã para despencarmos milagrosamente em lençóis.
Dia seguinte, Sylvie e Sylvan tinham decidido ir pra casa dos parentes dela. Mais uma vez tomamos café na mesma padaria e seguimos para o ponto de ônibus. Jogamos Sylvie e Sylvan no metrô e fomos pra Barra da Tijuca. Lá andamos mais e mais e mais... pés danificados quando chegamos no lar do repouso, cantinho feliz.
Dia 30 de dezembro resolvemos de comum acordo passar o dia em Niterói. + Busão + Busão + Balsa + Busão. Primeiro point: Museu de Arte Contemporânea (MAC), bela exposição dos Deuses Gregos, seguido de mais e mais andadas. Belo local, por sinal. Fizemos amizade com uma galera que vendia coisinhas comestíveis, gente feliz, gente boa. Mais tarde + busão + balsa + busão + busão. Chegamos ao canto soneca uma vez mais. Não passei muito bem, aliás passei muito mal. Queria ter visto a peça do Mariozinho Telles, mas infelizmente comecei com problemas gastrointestinais que me fizeram me entupir de remédios pro estômago, pra dores (edalê buscopan, paracetamol e outros adendos), fora os componentes naturais: chás, águas e muita energia positiva para sobreviver a esse ataque interior.
Dia 31 pasmamos o dia todo. Realmente não fizemos nada. Saímos do Cantinho feliz apenas quando percebemos que era dia da Virada e que tínhamos de pegar mais um busão, destino: Ipanema. Graças ao trânsito, descemos em Copacabana. Cansados de Copa nos encontramos com Sylvie, Sylvan e prima no Barril 1800. Desencanamos de entrar e fomos andar na praia de Ipanema cantando o quê? o quê? "Garota de Ipanema"... brincadeirinha!! Andamos novamente pra Copacabana, paramos em um restaurante/bar e tomamos refrescantes (para uns água, para outros pepsi, para a maioria cerveja). Fiquei no suco!
Dia 01, exaustos da madrugada sem fim, nem saímos pra praia nenhuma. Foi aí que atingimos o recorde da quantidade de filmes vistos no mesmo dia: Monsters SA, O Rei leão, Advogado do Diabo, X men 2, e mais um montão da HBO.
Rodoviária novamente. Retorno São Paulo: 02/Jan 00:20. Tietê, Paraíso, Vila Madalena: Taxi rumo a Casa da Walkíria. Mamãe e titia sonolentas nos aguardavam. Enfim... Sweet Home. Adorei o Rio, mas que voltamos destruídas, voltamos... Sory e eu no mesmo banco de ônibus rezando pra que elementos externos não entrassem no nosso Expresso Brasileiro e começassem um incêndio, afinal sou jovem e tenho muitos caminhos a percorrer. Mas que todos que se encontravam naquele ônibus pensaram numa forma de fuga "ah, sim. Pensaram!". Onde estava mesmo o martelinho pra quebrar as janelas e depois a perna na queda? Dane-se a altura... o importante é fugir pra bem longe, mas não tão longe assim...